sábado, 10 de setembro de 2016

"Sombras" em versão impressa

Queridos leitores, 


Não é segredo nenhum que nós, escritores, todos sonhamos ser um dia publicados, partilhar com o resto do mundo aquele trabalho que tanto amamos e poder dar a conhecer as nossas histórias. 

Para mim, isso aconteceu há quase dois anos atrás quando decidi publicar "Sombras" com a Coolbooks em formato digital. 

Mas nem todos se rendem aos ebooks, e é um formato que muitos ainda resistem em ler. Pois bem, agora já não há desculpas. A partir de agora, "Sombras" estará disponível em papel na livraria online Wook

Não percam a oportunidade de entrarem no mundo fantástico de "Sombras" e partilhem com todos aqueles que adoram uma boa história repleta de elementos sobrenaturais.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Expressões faciais - Nariz

Expressões de aversão e desprezo são mais visíveis pelo nariz. Muitas vezes quando não gostamos de alguém ou temos um grande desdém torna-se quase impossível não torcer o nariz.

Mas, ao que parece, ninguém gosta muito de imaginar as funções de um nariz, por isso a lista hoje é curta.


Se conheceres mais alguma, não hesites em partilhar nos comentários.

EXPRESSÕES FACIAIS - NARIZ

  • empinou-se
  • empinado
  • enrugou-se
  • enrugado
  • escarneceu
  • desdenhou
  • torceu o nariz
  • as narinas dilatam-se
  • as narinas alargaram-se
  • arfou
  • fungou

domingo, 31 de julho de 2016

A rotina em Kunyu Shan

"Vais estudar kung-fu?" Dizia a minha tia. "Olha que eu vi o Kill Bill, sabes quantas escadas vais ter de subir?" 
Quando contei às minhas tias acerca do meu novo plano de ir para a China aprender artes marciais, o seu plano de referência foi o episódio em que a personagem principal do Kill Bill, no segundo filme, tem de subir escada acima, escada abaixo com baldes de água aos ombros. 

A sua preocupação era legítima. Nas artes marciais tradicionais - e quando digo tradicionais, quero dizer há uns tempos atrás quando este tipo de artes era praticado por monges no templo de Shaolin, um tipo de Meca para qualquer entusiasta de Kung-fu (em Dengfeng, Província Henan) - era comum ver os monges a carregar os baldes de água durante o treino. Hoje em dia, ainda temos as escadas uma vez por semana, mas felizmente temos os ombros livres.

O terceiro relato d'As Crónicas de Shaolin.

sábado, 30 de julho de 2016

Expressões faciais - Olhos


Lembro-me perfeitamente de, aos meus 12 anos de idade quando decidi começar a escrever o meu primeiro livro, começar a criar uma lista para sinónimos e outras palavras que podia utilizar para substituir o “disse” nas caixas de diálogo.

Resultado de imagem para FACIAL EXPRESSIONS EYESSem contar com o trabalho que um escritor tem em criar mundos, personagens e enredos alternativos, é mais que evidente que temos os nossos pratos cheios no que toca a evitar tornarmos-nos repetitivos.


Rapidamente, essa tarefa evoluiu para adicionar também as expressões faciais. O que acabou por resultar numa lista longa e desorganizada, que se tornava morosa cada vez que precisava de algo específico. Com certeza que podem imaginar que aos 12 anos de idade a paciência não era uma das minhas virtudes (12 anos depois ainda não é), e rapidamente a lista foi esquecida ou perdida.

Quando comecei a escrever “Sombras” dava por mim sentada à secretária, com quatro ou cinco livros à minha frente que usava como referência para “roubar” ideias de expressões. Mas também isso retira tempo desnecessário que podia ser usado para escrever.

Recentemente, ao ler este artigo, tive a ideia de criar uma lista organizada de expressões úteis que podem ser utilizadas pelos meus personagens. E porque não partilhar com os outros escritores que, como eu, andam por aí cansados de vasculhar as páginas dos livros? 


EXPRESSÕES FACIAIS - OLHOS

  • arregalaram-se
  • mediram-na
  • dele tinham ficado enormes e redondos 
  • arredondaram
  • estreitaram-se
  • iluminaram-se
  • fuzilaram
  • brilharam
  • cintilaram
  • fulguraram
  • resplandeceram
  • lacrimejaram
  • lacrimejantes
  • marejados de lágrimas
  • encheram-se de lágrimas
  • estavam molhados
  • inundados
  • lutavam contra as lágrimas
  • lágrimas escorreram pelo rosto
  • desviaram-se
  • comprimiram-se
  • penetrantes
  • ardiam
  • olhar de esguelha
  • olhar embasbacado
  • olhar maliciosamente
  • inquisitivos
  • inquiridores
  • babados
  • franzir o olhar
  • forçar os olhos
  • piscar os olhos
  • uma faísca nos olhos
  • um lampejo nos olhos
  • um brilho nos olhos
  • esplendor nos seus olhos
  • os cantos dos seus olhos enrugaram-se
  • rolou os olhos
  • fechou os olhos
  • cerrou os olhos
  • olhadela
  • piscadela
  • ela piscou  um olho
  • as pupilas dilataram-se
  • as pupilas estavam enormes
  • as pupilas alargaram
  • as pupilas contraíram-se
  • as pupilas eram minúsculas

RR     RELACIONADO
R
  • as pestanas tremeram
  • ergueu o sobrolho
  • franziu o sobrolho
  • o sobrolho tremeu
  • franziu a testa
  • uma ruga apareceu entre as suas sombrancelhas
  • a testa enrugou-se
  • um sulco formou-se na sombrancelha
  • as sombracelhas aproximaram-se
  • as sombrancelhas ergueram-se
  • as sombrancelhas alinharam-se
  • as sombrancelhas tremeram
  • levantou uma sombrancelha
  • as pálpebras descaríram
  • as pálbebras abriram-se
  • assimilou a vista
  • encarou
  • estudou
  • espreitou
  • perscrutou
  • olhou
  • mirou
  • fixou atentamente
  • fitou
  • escrutinou
  • analisou
  • observou

domingo, 24 de julho de 2016

Shaolin ou Wingchun?

A aventura continua... e como não podia deixar de ser, tenho de continuar a partilhar esta aventura convosco.

Na academia nem tudo parece fácil e, principalmente no inicio existem decisões a ser tomadas e novos hábitos a adquirir. Afinal de contas, ir à China não é o mesmo que ir a Chinatown!

Descobre também como esta experiência me ajudou a entrar na pele de Lilly, em "Sombras"

sábado, 16 de julho de 2016

Crónicas de Shaolin

Se andam ansiosos por saber mais sobre esta aventura na China ou não, pouco sei. Mas a verdade é que já há muito ando a prometer novidades e até agora nada! Pois é! Para quem não sabe existe menos websites a funcionar na China do que originalmente pensara.

Instragram? Népia... Blogspot? Apanhei um grande choque quando descobri que não funcionava, porque tinha prometido dar notícias por aqui. Até mesmo alguns servidores de mails não funcionam (como gmail). 

Resultado? Sem a ajuda de um VPN pouco posso fazer, e o único dispositivo para o qual consegui arranjar um foi para o iPad. Mas tentar escrever um post de blog no iPad é um pouco desorganizado e cansativo, é por isso que, com mil e uma desculpas, lamento não ter dado notícias.

O meu conselho? Se forem para a China, arranjem um VPN para o computador antes de lá entrar, porque, sem ser pago, arranjar um quando já lá estão é praticamente impossível.

Mas o momento para o qual temos esperado chegou e a Coolbooks iniciou As Crónicas de Shaolin, mantém-te atento à sua página do Facebook e à minha página oficial para descobrires mais como esta experiência e as artes marciais me estam a mudar (fisicamente e mentalmente).

Portanto, aqui fica o link deste primeiro relato.

"Até que tomei a decisão: tirar um ano inteiro para aprender artes marciais. Mas não só aprender como quem vai para o trabalho e depois tem uma hora de aula no final do dia para desanuviar. Aulas numa verdadeira academia de artes marciais. Onde? Porque não na China? "

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Perdida numa cidade onde não falam a língua

           

Dia 11: Ontem cheguei ao hostel e disse a mim própria que só ia dormir umas 3 horinhas (visto que ainda eram 22h30 em Portugal quando aterrámos em Pequim). "Yah, pois!" Disse o corpo ao cérebro. Acabei por dormir até às 18h da tarde. O que fez com que não conseguisse dormir à noite, o que fez com que hoje acordasse à 13h e desperdiçasse grande parte do meu dia.

Decidi, então passar pelo Jardim zoológico de Beijing onde iria ver Pandas pela primeira vez!!! Pandas! Finalmente, o meu número não sei quantos da minha Bucket-List pode ser riscado.
Para lá, não houve problemas, fui dar com a estação na perfeição. O sistema de linhas é bastante semelhante ao metro de Londres e os nomes têm o Pinyin (fonética do Mandarim) por baixo.
Foi à vinda que as coisas se complicaram.


As estações de Beijing têm quatro saídas (ou pelo menos a de Zhangzizhonglu tem). E depois de andar perdida durante uns tempos, voltei a entrar na estação e sair por outra saída. Continuei perdida!
Finalmente, comecei a perguntar, mas as pessoas ou não sabiam ou não queriam ajudar por não saberem falar inglês, porque todos me respondiam que "não, não." Um senhor, que falava inglês, acabou por colocar a morada no GPS do telemóvel e pode ver que estava perto, mas não sabia qual era a direção do mapa. Acabou por apontar a dizer que devia ser para ali.

Mas quando ali chegou e eu continuava sem ver a outra saída do metro da estação, voltei a perguntar. Este senhor já parecia mais seguro, mas não falava uma palavra de inglês, e apontou-me para a frente, fez o sinal de cruzamento com os dedos e apontou para a direita.


Continuei a andar em frente (passando por aquela rua uma segunda vez) Cheguei ao cruzamento no final da rua e ainda não via nada que fosse familiar e decidi perguntar a um rapaz no cabeleireiro que me apontou na mesma rua que o senhor anterior. No final da rua ainda não havia sinal dos becos onde fica o meu hostel. 

Voltei a perguntar.

"É para trás," assinalou uma senhora em mandarim numa farmácia. ´"É para trás," assinalou outro rapaz.

Como é para trás? Acabei de fazer esta rua e não vi nada!

Comecei a desesperar e a parar os táxis. Parei 3 táxis, mas sempre que lhes mostrava a morada todos abanavam as mãos negativamente. Não sei se não sabiam ou se recusavam-se a levar-me por ser tão perto, porque nenhum falava inglês.

Finalmente, o taxista pareceu reconhecer a morada e apontou para trás. Eu fechei a porta do carro e disse: "Ok, então vamos." O senhor começou aos berros comigo em mandarim e a fazer o sinal de dois e para trás. "E uns dizem para a frente, outros para trás e eu estou cansada de estar perdida," berrei também, em inglês. Ele lá deve ter percebido que eu não ia sair porque pôs o taxímetro a contar.

Ele percorreu toda aquela rua que eu fizera a pé, virou na direção da rua onde eu perguntara ao primeiro homem do GPS e voltou para trás na outra faixa da estrada. De seguida, parou num beco e apontou-me para a frente, mas eu ainda não conseguia ver o meu hostel e não havia hipótese nenhuma de continuar perdida e ainda assim pagar por isso. Também eu apontei para a frente dizendo que seguisse. Ele voltou a reclamar comigo em mandarim e a gesticular e percebi que tinha algo a ver com o carro não caber. "E eu estou cansada de estar perdida," reclamei mais alto que ele.

Ele acabou por ceder, o carro acabou por caber e eu acabei por encontrar o meu hostel depois de ter estado duas horas perdida nas mesmas ruas. "Don't follow me. I'm lost too!"