domingo, 31 de julho de 2016

A rotina em Kunyu Shan

"Vais estudar kung-fu?" Dizia a minha tia. "Olha que eu vi o Kill Bill, sabes quantas escadas vais ter de subir?" 
Quando contei às minhas tias acerca do meu novo plano de ir para a China aprender artes marciais, o seu plano de referência foi o episódio em que a personagem principal do Kill Bill, no segundo filme, tem de subir escada acima, escada abaixo com baldes de água aos ombros. 

A sua preocupação era legítima. Nas artes marciais tradicionais - e quando digo tradicionais, quero dizer há uns tempos atrás quando este tipo de artes era praticado por monges no templo de Shaolin, um tipo de Meca para qualquer entusiasta de Kung-fu (em Dengfeng, Província Henan) - era comum ver os monges a carregar os baldes de água durante o treino. Hoje em dia, ainda temos as escadas uma vez por semana, mas felizmente temos os ombros livres.

O terceiro relato d'As Crónicas de Shaolin.

sábado, 30 de julho de 2016

Expressões faciais - Olhos


Lembro-me perfeitamente de, aos meus 12 anos de idade quando decidi começar a escrever o meu primeiro livro, começar a criar uma lista para sinónimos e outras palavras que podia utilizar para substituir o “disse” nas caixas de diálogo.

Resultado de imagem para FACIAL EXPRESSIONS EYESSem contar com o trabalho que um escritor tem em criar mundos, personagens e enredos alternativos, é mais que evidente que temos os nossos pratos cheios no que toca a evitar tornarmos-nos repetitivos.


Rapidamente, essa tarefa evoluiu para adicionar também as expressões faciais. O que acabou por resultar numa lista longa e desorganizada, que se tornava morosa cada vez que precisava de algo específico. Com certeza que podem imaginar que aos 12 anos de idade a paciência não era uma das minhas virtudes (12 anos depois ainda não é), e rapidamente a lista foi esquecida ou perdida.

Quando comecei a escrever “Sombras” dava por mim sentada à secretária, com quatro ou cinco livros à minha frente que usava como referência para “roubar” ideias de expressões. Mas também isso retira tempo desnecessário que podia ser usado para escrever.

Recentemente, ao ler este artigo, tive a ideia de criar uma lista organizada de expressões úteis que podem ser utilizadas pelos meus personagens. E porque não partilhar com os outros escritores que, como eu, andam por aí cansados de vasculhar as páginas dos livros? 


EXPRESSÕES FACIAIS - OLHOS

  • arregalaram-se
  • mediram-na
  • dele tinham ficado enormes e redondos 
  • arredondaram
  • estreitaram-se
  • iluminaram-se
  • fuzilaram
  • brilharam
  • cintilaram
  • fulguraram
  • resplandeceram
  • lacrimejaram
  • lacrimejantes
  • marejados de lágrimas
  • encheram-se de lágrimas
  • estavam molhados
  • inundados
  • lutavam contra as lágrimas
  • lágrimas escorreram pelo rosto
  • desviaram-se
  • comprimiram-se
  • penetrantes
  • ardiam
  • olhar de esguelha
  • olhar embasbacado
  • olhar maliciosamente
  • inquisitivos
  • inquiridores
  • babados
  • franzir o olhar
  • forçar os olhos
  • piscar os olhos
  • uma faísca nos olhos
  • um lampejo nos olhos
  • um brilho nos olhos
  • esplendor nos seus olhos
  • os cantos dos seus olhos enrugaram-se
  • rolou os olhos
  • fechou os olhos
  • cerrou os olhos
  • olhadela
  • piscadela
  • ela piscou  um olho
  • as pupilas dilataram-se
  • as pupilas estavam enormes
  • as pupilas alargaram
  • as pupilas contraíram-se
  • as pupilas eram minúsculas

RR     RELACIONADO
R
  • as pestanas tremeram
  • ergueu o sobrolho
  • franziu o sobrolho
  • o sobrolho tremeu
  • franziu a testa
  • uma ruga apareceu entre as suas sombrancelhas
  • a testa enrugou-se
  • um sulco formou-se na sombrancelha
  • as sombracelhas aproximaram-se
  • as sombrancelhas ergueram-se
  • as sombrancelhas alinharam-se
  • as sombrancelhas tremeram
  • levantou uma sombrancelha
  • as pálpebras descaríram
  • as pálbebras abriram-se
  • assimilou a vista
  • encarou
  • estudou
  • espreitou
  • perscrutou
  • olhou
  • mirou
  • fixou atentamente
  • fitou
  • escrutinou
  • analisou
  • observou

domingo, 24 de julho de 2016

Shaolin ou Wingchun?

A aventura continua... e como não podia deixar de ser, tenho de continuar a partilhar esta aventura convosco.

Na academia nem tudo parece fácil e, principalmente no inicio existem decisões a ser tomadas e novos hábitos a adquirir. Afinal de contas, ir à China não é o mesmo que ir a Chinatown!

Descobre também como esta experiência me ajudou a entrar na pele de Lilly, em "Sombras"

sábado, 16 de julho de 2016

Crónicas de Shaolin

Se andam ansiosos por saber mais sobre esta aventura na China ou não, pouco sei. Mas a verdade é que já há muito ando a prometer novidades e até agora nada! Pois é! Para quem não sabe existe menos websites a funcionar na China do que originalmente pensara.

Instragram? Népia... Blogspot? Apanhei um grande choque quando descobri que não funcionava, porque tinha prometido dar notícias por aqui. Até mesmo alguns servidores de mails não funcionam (como gmail). 

Resultado? Sem a ajuda de um VPN pouco posso fazer, e o único dispositivo para o qual consegui arranjar um foi para o iPad. Mas tentar escrever um post de blog no iPad é um pouco desorganizado e cansativo, é por isso que, com mil e uma desculpas, lamento não ter dado notícias.

O meu conselho? Se forem para a China, arranjem um VPN para o computador antes de lá entrar, porque, sem ser pago, arranjar um quando já lá estão é praticamente impossível.

Mas o momento para o qual temos esperado chegou e a Coolbooks iniciou As Crónicas de Shaolin, mantém-te atento à sua página do Facebook e à minha página oficial para descobrires mais como esta experiência e as artes marciais me estam a mudar (fisicamente e mentalmente).

Portanto, aqui fica o link deste primeiro relato.

"Até que tomei a decisão: tirar um ano inteiro para aprender artes marciais. Mas não só aprender como quem vai para o trabalho e depois tem uma hora de aula no final do dia para desanuviar. Aulas numa verdadeira academia de artes marciais. Onde? Porque não na China? "