quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

To the one I love

An image is worth a thousand words, but sometimes images need a little more explanation:



Right now, while writing this letter, it feels like someone is reaching for my heart and squeeing it hard. I keep hoping to hear a knock on the my door that will tell me everything is going to be alright.

But it's not. Not this time...

That knock came two days after I wrote this letter and life seemed to regain its colours again.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Opinião Literária - Soberba Escuridão

Este livro foi me oferecido pela própria autora quando propusemos fazer uma troca de livros, para podermos ficar a conhecer o trabalho uma escritora de ficção sobrenatural para outra escritora de ficção sobrenatural.



Título Original: Soberba Escuridão 

Autora: Andreia Ferreira
Editora: Alfarroba 
Páginas: 253


Sinopse"Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada.

A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender. 
Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno."

Opinião: Como qualquer livro, devo começar por afirmar que este tem os seus altos e baixos (e visto que é a estreia da autora, deveríamos congratulá-la). 

Tem uma escrita fluída e não aparenta grandes floreados de leitura complicada que muitas vezes dominam os escritores portugueses. É verdade que temos uma língua bela, mas num país que pouco lê, deveríamos focar-nos em apresentar histórias interessantes e incentivar a leitura dos nossos jovens, ao invés de os obrigar a tirar um curso superior para poder ler só o primeiro capítulo.

Eu, apesar de grande fã dos temas dos vampiros e lobisomens como podem constar em “Sombras”, quero também louvar a escritora pela sua originalidade e por ter apresentado um livro dentro do género sobrenatural que se esquiva um pouco a este tema tanto usado. E, quem me conhecer sabe que sou amante da mitologia a nível mundial, por isso quando li o pequeno excerto sobre a mitologia egípcia, delirei!

No entanto, qualquer escritor tem os seus momentos baixos nas suas primeiras tentativas. Só eu sei o quanto gostaria de voltar atrás e rever os pontos menos agradáveis de “Sombras” para torná-lo no livro perfeito, apesar de estar contente com o seu produto final. Devo dizer que houve demasiada infodump no começo do livro, pequenos detalhes que talvez podiam ter sido incluídos aqui e ali, ao longo da história. E tanto quanto assim, o oposto também é verdade. A autora tentou ocultar demasiada informação acerca dos acontecimentos estranhos que ocorriam, de forma a poder apresentar tudo no final, mas na minha opinião isto só levou a que a personagem principal, Carla, agisse de uma maneira que eu acho deveras inapropriada (como estar tão completamente e loucamente apaixonada que nem exige sequer saber informação sobre o namorado), e levou-me a ficar um bocadinho frustrada com o desenvolvimento. Toda a gente gosta de mistério, mas ninguém gosta de andar às aranhas. Mas, se o objetivo era que continuássemos agarrados ao livro para tentarmos descobrir mais, resultou. Estes tipos de estratégias têm de ser feitos com cuidado porque também podem ter o efeito de fazer um leitor abandonar um livro ou perder o interesse pela série, mas comigo funcionou (eu é que também sempre fui muito impaciente).

A relação de Carla e Caael pareceu-me avançar de forma demasiado rápida, e não deu oportunidade para o suspense e o build-up, que leva os leitores a apaixonar-se ao mesmo tempo que o casal. E, honestamente, gostei muito das personagens femininas deste livro, têm as sua diferenças, o que as torna reais com os seus defeitos e qualidades, mas a mim parece-me que assim que se coloca testosterona no meio, elas perdem imediatamente vários pontos de QI. Apesar de ser verdade, na vida real, para algumas pessoas, estas alterações levam tempo. Ninguém é uma rapariga normal no seu dia-a-dia, e no dia seguinte, porque arranja namorado, deixa de falar às amigas. Estes comportamentos alteram-se aos poucos.

E por último, gostaria de abordar o recorrente tópico de violação e a cena de sexo. Mais uma vez, parabéns à autora por se ousar tanto. Contudo, pareceu-me não combinar com o restante estilo da história. Esta é uma história que eu incluiria numa audiência mais jovem – e não quero ser pudica e acreditar que os jovens de hoje não vão saber o que sexo é, ou que não deveriam ser alertados para os problemas de estupro, porém houve detalhes que não me pareceram ir em concordância com o restante estilo de escrita e não necessitavam de ser tão pormenorizados (mas é um tema grave e recorrente e não devia ser ignorado na nossa sociedade, por isso até mesmo os mais novos deviam ser alertados).

Por final, quero agradecer à autora a oportunidade em dar-me a conhecer o seu livro. Felicitá-la mais uma vez pelo seu livro de estreia e por batalhar num público e género onde os autores portugueses não têm tanta estima quantos os estrangeiros. Fiquei curiosa para ler o segundo volume, e espero que continue o bom trabalho.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Broken pieces of thought

I don't know what to say... or better yet, I should say I don't know what to do.

My mind seems like an overcrowded place. I want the thoughts to stop but they just keep weighing on me. Try, try, try, a constant hammer in my head. My forehead constantly hurts and sometimes I have to yell "STOP!" I clench my teeth and I clasp the roots of my hair, fighting back the tears that make its descent onto my cheeks.

Do I want to make them stop? Have I accepted that pain and hurt need to be part of myself'?

All the most beautiful stories start with pain, maybe I think I wouldn't be a good writer if I try to push the darkness away. But what about the happy ending?

Is an happy ending really what I want if it's never going to be the way I want it to be?

Books, plots, characters, they are easy to control. Make just the right amount of conflict, make them suffer, make them doubt themselves, but in the end you will always know how it finishes. Who will have its ever lasting deserving peace, who will get the victorious end, who will learn to accept the past while they contemplate how happy they are in the present.

*

Future! Oh, that fowel little word  that keeps echoing in my head. Who should care about the future if not but diviners? Why worry about something that has yet not arrived just because of the uncertainty and pain it carries? Why spoil the sweet endeavor of this present moment for something so impossible to prevent, to control, to guess. 

Our actions, however midly controlable as they are, can never be too accurate. The ones of others? So impossible to divine. So why should we worry about something with so many variables thus making it almost impossible to create a pattern of assurance? Make one small change, and maybe everything you've hoped for will be shaken in its core, dancing from left to right without knowing if it will ever crumble.

The moment will come, and yes, maybe you will suffer but what good is it to you to suffer until then?
To make the doubt so unbelievebly stronger?